terça-feira, 29 de julho de 2008

Como vejo uma mulher?

Posso concluir que...
Mulher é um ser que não pode faltar na vida de ninguém... Não importa a situação, forma, raça, beleza, uma mulher sempre dá aquele toque especial que ninguém consegue explicar. Enfim, é fundamental pra tudo!

Sabe, muitas vezes não entendo muitas coisas que elas fazem, mas mesmo que eu não entenda é algo diferente... É algo que faz eu me sentir bem, mesmo quando estão bravas, tristes, precisando de um conselho, é como se abrissem uma porteira pra você entrar e tentar fazer alguma coisa pra alegrá-las. Tenho sempre o maior prazer de fazer isso, adoro ouvir, adoro conversar, adoro falar coisas bonitas, adoro amar...
Tudo isso me faz muito bem.

Poder enxugar suas lágrimas, ou até mais, nem deixá-las sairem de seus olhos, poder traçar um fio de esperança pra elas levarem consigo mesmas, conseguir abrir o sorriso de uma mulher, e ver ela lhe dizendo "obrigada" sinceramente olhando em seus olhos, tem coisa mais gratificante que isso?

Me trazem alegria, felicidade, me fazem muitas vezes rir, sorrir, me emocionam.
Fico fascinado com tanta delicadeza, fragilidade, inocência em seus movimentos. Só de ver o andar de uma mulher, já fico admirado.
Por mais que uma mulher pareça frágil, no fundo são muito persistentes e resistentes.

Contanto que tenha alguém lá, pra sempre dar a mão pra elas se levantarem e tentar de novo, elas nunca vão se cansar, vão sempre correr atrás do que querem. E pior, conseguem. Quase sempre conseguem, incrível como carregam tanta coisa em um corpo que parece ser tão delicado!
Na minha cabeça, tenho uma regra:
"Jamais devo encostar um dedo em uma mulher, e nunca devo fazer uma mulher chorar"
Apesar de ser uma regra que pra mim, também tem sua exceção, é algo que não devo quebrar nunca.

E apesar de todos os apesares, são elas que estão sempre do nosso lado, faça chuva ou faça sol, sempre fiéis. Pra mim todas nascem fiéis, lindas e corajosas. O que muda são as companhias ao longo da vida, e também aquelas pessoas que um dia já machucaram ela um dia e fizeram disso um trauma que acaba sendo incorporado em sua personalidade.
Afinal, pelo que eu vejo o coração de uma mulher é extremamente adaptável, e logicamente, se alguém o machucar, vai ficar uma cicatriz pro resto da vida, mas se tratar ele bem, ele vai sempre continuar batendo forte e pode até mesmo curar certas cicatrizes. Aliado ao tempo, o que não dá pra fazer?

Aprendi a preservar uma amizade feminina,
Devo sempre abrir meu coração com elas e ser o mais gentil possível...
Com o tempo percebi que gostam de ser elogiadas, incentivadas, gostam de ter alguém que se preocupa com elas, e devo sempre ser sincero e cavalheiro. Gostam de ser cobiçadas, admiradas, de serem tratadas bem, gostam de carinho, atenção.
Elas são sensíveis, e podem se emocionar muito facilmente.

Então o melhor que temos a fazer é respeitar seus sentimentos, cuidar deles, sempre dar atenção, sempre elogiar e incentivar, sempre preocupar-se com o que elas estão sentindo ou se elas estão bem, sempre ser sincero, nunca contar mentiras que possam machucá-la, devemos admirá-las, ser cavalheiro, e o mais importante:
Prestar atenção e observar tudo o que se passa!

Qualquer mulher é muito observadora, e podem querer impressionar por mínimos detalhes... Então preste muita atenção e sempre perceba o que está mudando nela, e sempre elogie. Sempre.
Mas nunca force nada, você deve fazer isso sempre naturalmente. Tudo isso faz parte da sinceridade, certo?

Mulher é realmente um ser especial, misterioso e único. Valorize cada uma como se não existissem outras no mundo, pois cada uma tem sua personalidade e nenhuma é igual.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Pensamento

Puxa, como eu me sinto estranho, nessa madrugada.
Aconteceu algo realmente estranho, sabe, algo que nunca me aconteceu antes, minha cabeça ainda tá meio confusa em relação a isso.

Muitas vão embora de vez em quando, assim, acontece algo que distancia, mas neste caso, eu não sei... Sinto que realmente perdi, definitivamente, sem volta, uma coisa que eu realmente valorizava muito, mas sem saber o porquê...
É, sinto que perdi uma amizade. E uma amizade que sabe, esteve presente integralmente na minha vida por quase 2 anos inteiros, integralmente eu digo, quase toda semana, muitas vezes várias vezes durante a semana, ou quase todos os dias de um mês.

Me perguntam se eu sinto falta...
Mas é claro que eu sinto!
Pega um hábito, que você pratica há anos, quase todos os dias, e da noite por dia, pára de fazê-lo... É como uma crise de abstinência, que te corrói por dentro e te induz a voltar com tudo...

É mais ou menos assim que tô me sentindo agora...
Pra essa pessoa, talvez não esteja fazendo diferença, porque talvez ela já aprendeu como é viver sem a minha presença, talvez já conseguiu se desabituar a isso. Mas eu, por me apegar muito às pessoas, acabo me fudendo mais uma vez, porque perdi isso de repente.
Perdi, e eu não tenho peça pra repor. Teria, se tivesse outra pessoa que fizesse o mesmo que ela faz. Eu sei que igual não teria, mas se fosse semelhante, putz, daria pra encaixar mais ou menos e diminuir um pouquinho o buraco que ficou ali, me fazendo sentir menos dor, me faria pensar muito menos nisso...

Bom, de um ano pra cá, amadureci bastante, pensei muito sobre a minha vida, me tornei mais gentil, divertido, minha personalidade mudou muito. Eu era um cara que, se preocupava demais com as coisas, ainda não era tão feliz, ou pelo menos não conseguia disfarçar seus problemas com felicidade, se preocupava em excesso com o que as pessoas achavam dele, enfim, era preso, preso a si mesmo, ao próprio pensamento...
Nessa parte, eu mudei bastante, me tornei mais sensível, mais compreensível, mais pensador, menos egoísta, mais observador, mais altruísta, melhor ouvinte. A prova de que mudei, é que realmente consegui muitas amizades em pouquíssimo tempo, e consegui firmar amizades com pessoas que eu nem imaginava que poderia.
Me sinto bem em ver pessoas à minha volta felizes, me sinto bem em poder ajudar uma pessoa em qualquer coisa que seja. Sabe, ver aquele sorriso de gratificação, não tem coisa melhor, né. Se não existisse dinheiro e não precisássemos disso, eu viveria só de fazer as pessoas sorrirem.
Me dá um prazer inexplicável de ouvir a pessoa dizer um sincero 'Obrigado', olhando pra mim, sorrindo. É aquele prazer de "há, eu sou útil, fiz algo de útil pra alguém", mas de um jeito mais humilde, pois não gosto de me sentir melhor do que ninguém.

Voltando à amizade, bom, o que eu tenho a dizer sobre ela?
Ah, essa a tal mizade, eu vou te dizer, além de ter muita história pra contar, sem dúvidas foi a mais especial da minha vida.
Eu queria muito bem continuar essa história, mas do jeito que tava, realmente não dava.
Uma amizade que, veja só, em 2 anos, já teve conversas loooooooongas e enoooormes sobre assuntos que NINGUÉM imaginaria que poderia acontecer entre duas pessoas de sexos opostos; milhares de noites mal dormidas só pra ficar na webcam; sorrisos; risos; lágrimas; paciência; alegria; tristeza; estresse; milhares de separações e reconciliações; um tempinho afastados que só fez voltar uma amizade mais viva e forte do que nunca; interferência de outras pessoas que não nos queriam juntas; brigas; discussões; ajudas; conselhos; filosofias; ciúmes; milhares de abraços; carinhos; idas ao cinema pra nem prestar atenção no filme, só ficar abraçadinhos por quase 2 horas inteiras sem se desgrudar, e nem encostar na pipoca ou no refrigerante; alguns (ou muitos) sacrifícios; mentiras; verdades; mas principalmente, amor.
Mas tudo isso só dava numa conclusão: de que a amizade era forte pra caralho, e alguns certos destinos pra tanta coisa: dois corações.

E hoje, talvez esteja chegando ao seu fim...
Quem nos via felizes, imaginava que isso um dia iria acontecer? Acho que nunca nem poderiam imaginar.
Realmente essa amizade vem me dando muitas tristezas e preocupações esses últimos tempos, mas...
Tem sempre que ter um porém, né?
Quando essa amizade tava bem, e conversávamos prazerosamente, era único... Era mágico, sabe, era como se num estalar de dedos meu humor se alterasse do "PUTO E INDIGNADO" pra "TODO BOBO E ALEGRE". Pois é, essa é a coisa única dessa amizade... Uma coisa que ninguém vai fazer igual, que peça nenhuma vai conseguir encaixar perfeitamente, vai sempre deixar um buraco, por causa desse fator.
E eu vejo a gente brigado assim, e fico relendo e relembrando tudo que a gente passou junto... Quanto carinho e quanta afeição tinha nisso, mesmo que não estivesse transparente pra todo mundo enxergar, inclusive eu, percebi que existia muito amor nisso tudo, e era uma relação realmente muito forte, e que por motivos tão bestas não deveria acabar assim.

Parece até que tô implorando pra que ela volte, né?
Não é nada disso, mas o que eu posso fazer se eu sinto falta, e fico relembrando? O pior é ouvir certas músicas, que na época lembrava a nós, e que hoje me lembra você. Por exemplo "Vanessa Hudgens - Say Ok", foi uma música que já retratou dois momentos nossos completamente opostos, de desacerto e depois, acerto. Ela usou frasezinhas da música pra ambos os momentos. Outra foi "Rihanna feat. Ne-Yo - Hate That I Love You", que tentamos traduzir juntos, numa madrugada entediante, e depois de ouvir aquela música tantas vezes acabou ficando marcado, como um momento, especial. Não dá pra suportar ficando calado, realmente. Por mais que eu fique indignado, que eu fique estressado e puto de vez em quando com as coisas que ela faz, ela tem aquele 'tcham' mágico, ela tem aquela coisa que me faz sair desse planeta e voar, ou simplesmente brisar e sonhar, como se estivesse flutuando nas nuvens.

Parece coisa de apaixonado isso, mas por respeito, eu não posso, não devo, e não farei nem tentarei nada parecido com paixão. O amor que quero é de amigo, é um amor diferente, que quer ser sempre companheiro e quer sempre estar perto, pra tudo.
Então, se VOCÊ, é, você, sabe que isso tá se referindo a você, e você está lendo isso, leia muito bem isso que vem a seguir...

Eu te amo. É, esse amor de amigo é incondicional e quebra qualquer barreira que for imposta pra gente, porque amor de namoro nós teremos muitos na vida, eles virão e irão, mas paralelo a tudo isso, está lá aquele amigo, que nunca vem nem vai, FICA. Pra sempre. Fica ali te esperando, correndo pra te abraçar quando algo de ruim acontece, ou pra te proteger e te abrigar de algo que vai acontecer. E eu sempre sonhei em ser esse teu amigo.
Sempre.
E tentei me esforçar pra isso.

Esse coração aqui é fiel, sensível, transparente, sincero e além de já gostar de ver as pessoas felizes, com você é ainda mais, é especial, só precisa de um pouco mais de valor e confiança, só isso.

domingo, 16 de março de 2008

Meu sonho com você

Me lembro de estarmos em um ponto de ônibus, de dia, que pelo movimento pareciam ser umas 1~2 horas da tarde. Estávamos conversando, e ríamos juntos, e às vezes parávamos e nos olhávamos fixamente, gerando um silêncio um tanto romântico.
Até que o ônibus que iríamos pegar chegou, fiz o sinal pra ele parar. Entramos rindo alto, cortando um silêncio no ônibus, que estava quase vazio, e fomos indo mais para o fundo. Enquanto isso eu a observava, de costas, andando com toda sua graça, até que paramos e nos sentamos.

Desta vez paramos e nos entreolhamos novamente, mas desta vez foi um silêncio maior, o olhar se tornou mais fixo do que antes, então reparei em algo no cabelo dela. Fui retirar com a mão, sem avisar, e ao puxar o corpo estranho do cabelo dela, eu acariciei seu rosto com os dedos acidentalmente. Para minha surpresa, este ato, soou mais como um carinho, então ela fechou os olhos sorrindo de prazer, e colocou sua mão em meus cabelos, também acariciando.
Talvez ela soubesse o quanto eu a amava, e por sorte correspondia, e só estava esperando uma oportunidade. Eu resolvi, sem receios, perguntar a ela se queria ficar comigo. Antes mesmo de eu terminar de dizer esta frase, logo que eu disse "você quer..." ela já me cortou, dizendo alegremente "eu quero, quero tudo o que você me pedir, eu quero ficar com você", como se pudesse ler minha mente e prevido meus pensamentos. Eu apenas abri um enorme sorriso e a beijei, enquanto acariciava seus cabelos, e seu rosto tão macio.

Já meio abraçados, descemos do ônibus, e saímos andando pela rua como dois fortes amigos felizes, andando, cantando, até que propus tentar carregá-la no meu colo... Ela achou engraçada a idéia, e permitiu, então peguei ela com um braço no pescoço, pedi para ela se apoiar no meu pescoço com o braço, enquanto eu segurava o dela com um braço, e com o outro suas pernas.
Ficou uma posição muito confortável, nem parecia estar carregando seu peso verdadeiro, deu até mesmo para sair correndo, enquanto ela ria, com um pouco de receio ou medo de cair, mas no fundo sabia que em meus braços estaria segura.

Jamais a deixaria cair, jamais a deixaria ir. Segurei-a com mais força e continuei andando, admirando seu lindo rosto sorridente, até que cansei e ajoelhei pra que ela descesse, e nisso ela me roubou um beijo, que retribui e a abracei, sentindo seu calor, coisa que queria sentir mais de perto há muito tempo. Até que acordei, e fiquei frustrado pelo sonho ter sido cortado, e por ter sido só um sonho.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Máquina do Tempo [Para pensar]

Olá pessoal.
Vou escrever rapidinho mas já dá pra dar uma refletida.
Sabem, já tiveram dias que fiquei pensando sobre isso.
É pura ficção, eu sei, só acontece ou existe em filmes e desenhos, porém se pensar bem há boas controvérsias pra uma máquina do tempo não existir.

Imagine como seria legal uma máquina pra viajar pro passado, pro futuro e tal.
Descobrir sobre o passado, sobre sua vida passada, como era há séculos e séculos atrás, poder ver como será daqui a alguns anos, como você estará vivendo, entre outas coisas.

Mas uma simples controvérsia que faz confundir a cabeça de muita gente é...
Por exemplo:
Você pega a máquina do tempo, e viaja para o passado.
Então enquanto você está andando pelo passado, você encontra você mesmo, mas criança.
Daí você vai lá e mata você mesmo.

Entende por que isso não pode acontecer?
É simples, mas confuso.
Você está lá, você matou você mesmo, então no futuro você não existirá mais, então... Como você está lá matando você mesmo se nem existe mais?
Você já fez parte do futuro daquele passado pra onde você foi, mas agora você matou você mesmo no passado, então você no futuro não pode mais existir.
Ou seja, você também deixará de existir, ou quando voltar para o presente não existirá mais.

Isso seria muito estranho, não é mesmo?
Simplesmente seria um suicídio adiantado e ao mesmo tempo atrasado.

Confuso pra caramba, né? Mas seria assim mesmo, é como eu penso.
Se você pode ir pro passado ou pro futuro, você pode fazer tudo o que faz no presente, então se você matar você mesmo você deixará de existir, você não poderia nem ter viajado no tempo.

E se ir para o futuro, por exemplo, se cair em um ano em que o mundo realmente deixar de existir, o Sol explodir ou coisa do tipo, e a via láctea deixar de existir, simplesmente você vai cair num vácuo enorme, vai cair no espaço e morrer na sua viagem para o futuro.
Isso são só algumas das razões que me fazem pensar que uma máquina do tempo seria impossível de existir.

Reflitam sobre isso.
Abraços

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Amor de Praia


E ae pessoal, vou postar uma nova história depois de um bom tempo sem postar.
Agora creio que tenho mais algumas idéias de histórias, a novidade serão histórias de reflexão.

Se eu me lembrar do assunto, garanto que postarei logo logo.
Mas agora será uma nova história de amor, mas essa será mais chatinha, de praia nem tenho tantas idéias. Mas tem gente que gosta, fazer o que, huahua

Então, só espero que gostem =)
Boa leitura!

Começando:
Estou próximo do ano novo, férias! Agora estou indo para a praia. Descendo a serra, uma grande pressão nos meus ouvidos que mal aguento aqui.
Mas vai valer a pena, estou sentindo. O tempo está perfeito, um sol enorme lá em cima, com um pouco de vento. Ficarei 5 dias na praia, passarei o ano novo aqui.

Pular ondas, ver o show de fogos, creio que tudo será lindo.
Já estou chegando, a pressão já aliviou e vejo o mar, até que tem bastante gente.

Vim com meus amigos, essa viagem promete muito.
Chegamos em um hotel em que fizemos reserva, então descemos do carro e descarregamos as malas. Os quartos eram como flats, e bastante grande para abrigar nós todos, ou pelo menos suficientemente grande.
Apenas demos uma passeada pelo hotel, depois nos trocamos e fomos já correndo para a praia.
Montamos nosso guarda-sol não muito distante e nem muito próximo do mar, pegamos uma caixa térmica cheia de latas de cerveja que trouxemos de São Paulo, e colocamos algumas cadeiras.

Brindamos ali nosso início de viagem batendo as latas, tudo parecia muito bom, o mar pouco agitado, muitas pessoas na praia, e o tempo passava enquanto conversávamos e bebíamos as cervejas.
Logo o sol já estava indo embora, assim como a praia estava se esvaziando. Decidimos ir embora, teria uma balada dali a pouco, perto dali.

Nos arrumamos todos e saímos. Chegamos lá, era um lugar até que simples, uma música muito boa, bem iluminado e claro, muita gente. Antes de entrar na pista fomos ao balcão, bebemos algumas bebidas que o barman exibia ali, então fomos dançar.

Cada um saiu pro seu lado, combinamos de nos encontrar depois. O objetivo era claro: "pegar" garotas por aí. Fui para uma parte da pista onde o pessoal parecia ser mais "controlado", e fiquei lá, até ver uma garota dançando sozinha alegremente.
A primeira vista ela era linda, seus longos cabelos morenos escorriam pelos seus ombros e costas, sobre um vestido de verão laranja. Ela dançava muito bem, resolvi me aproximar.

Perguntei se ela estava sozinha, ela disse que sim. Perguntei se podia ser a companhia dela naquele momento, e ela aceitou normalmente. Perguntei seu nome, e ficamos ali dançando, nos conhecendo melhor. Seu nome era Adriana(novamente se alguma adriana estiver lendo isso, foi inventado, não pense besteira), disse que sempre achei um nome bonito.

Ao fim da balada, ela foi embora sem ao menos me deixar telefone ou qualquer coisa para contato, às pressas. Não entendi, mas deixei quieto e fui reencontrar meus amigos.
Vi que cada um "pegou" pelo menos uma garota, pelo que cada um contava. Então voltamos para o flat e nos preparamos para um outro dia.

Ainda havia um sol forte no dia seguinte, e enquanto os outros já tinham esquecido até do nome de cada garota que conseguiram, eu ainda pensava na Adriana. A minha única daquela noite, fiquei pensando como iria encontrá-la, eu realmente gostei muito dela, reparei em cada detalhe dela.
Os dias foram se passando, até que era já o 4º dia, véspera de ano novo. Eu não havia parado de pensar naquela garota, os outros dias tinham sido só reparando em cada pessoa que passava na praia. Mas nada dela, ou pelo menos nada de que eu me lembrasse.
Enquanto isso eu e meus amigos bebíamos e comemorávamos, estava sendo uma ótima viagem.

Mas seria melhor ainda se eu conseguisse encontrar a tal garota. Mas como, se eu só sabia seu nome e seu rosto? Numa praia cheia, isso não adianta nada.
Comprei uma água de coco, tomei com meus amigos, comprei também milho e churrasco de um quiosque ali perto.
Comíamos e bebíamos muito ali, havíamos reservado uma boa grana praquela viagem.

Então depois de comer e beber muito, fui dar uma mergulhada para esfriar a cabeça, sozinho.
Sozinho modo de falar, haviam muitas pessoas a minha volta, mas eu estava numa partezinha mais isolada. Até que vejo algo no mar, um pouco longe de mim, me parecia alguém pedindo socorro.
Não conseguia escutar, mas eu tinha convicção de ser alguém se debatendo, talvez estivesse se afogando.

Então como não haviam salva-vidas naquela parte mais isolada, tive que ir eu mesmo, nadei rapidamente até aquele corpo, e percebi que era uma mulher.
Apenas a segurei pelo braço e sem olhar para trás, a levei para o raso, então quando me virei...

Era ela!
Adriana! Por milagre ou pelo destino, ela estava ali, em meus braços, inconsciente, algo nos uniu ali e creio que não tenha sido por acaso. A carreguei até a areia longe da maré, ela tinha bebido muita água.
Chamei meus amigos, enquanto um círculo de pessoas se formava ao meu redor.

Fiz o procedimento básico, pressionar os pulmões e fazer respiração boca-a-boca, até que ela cuspiu a água para fora, tossindo com muito sofrimento. Então fiquei esperando ela retomar a completa consciência.
Logo que ela abriu seus olhos, ela olhou para meu rosto, e fez uma cara de espanto, seguida por uma de felicidade.

Ela me puxou pelo pescoço e falou na minha orelha baixinho, rindo:
- Mas o que você tá fazendo aqui?
- Eu que te pergunto, ainda mais se afogando num mar tão calmo.

Ela ficou parada um tempo me olhando, então me puxou e me deu um beijo molhado. O povo em volta se emocionava, mesmo não entendendo o que se passava ali. Um senhor que estava ali perguntou o que eu era dela, e então ela se intrometeu dizendo: "é meu namorado que acabou de salvar minha vida." Isso fez as pessoas aplaudirem.
Fiquei feliz, em nenhum momento ainda havia lhe dito que a queria, e ela simplesmente me correspondeu sem eu precisar dizer nada, parecia que tinha lido meus pensamentos.
Parei um momento para admirar seu corpo.

Era simplesmente perfeito, suas curvas eram incríveis, praticamente a mulher que qualquer homem pediria a Deus. Poderia dizer, uma incrível morena que saiu dos meus sonhos e o destino trouxe ela pra mim. Seu biquíni era da mesma cor que aquele vestido de verão, era um biquíni laranja. Simplesmente me apaixonei completamente naquele momento.

Enquanto isso a ajudava a levantar, e disse pros meus amigos que não valia a quantidade, mas sim a qualidade, afinal, só havia conhecido de verdade a Adriana, naquela viagem.
Ela estava com suas amigas, e disse que tinha apenas ido brincar um pouco na água numa parte mais isolada, até que quando percebeu a correnteza havia lhe levado um pouco longe, e ela não sabia nadar direito.
Ela chamou suas amigas para conversar, e então nós todos nos conhecemos.
Combinamos de fazer um luau ali, algumas amigas dela tinham violões, e fomos então pegar as coisas para fazer uma fogueira. Já estava anoitecendo, e a praia se esvaziando, já que o show de fogos não seria ali, mas em outra praia que iríamos logo depois.

Acendemos a fogueira, pegamos o violão e algumas bebidas.
De noite ali, o vento ficava um pouco mais gelado, mas eu e meus amigos já estávamos preparados e tínhamos levado algumas coisas pro caso de esfriar. Mas adriana só havia trazido uma camiseta, devido ao calor que estava quando ela chegou na praia e ao que aconteceu com ela.

Mas a fogueira aquecia um pouco, e eu a aquecia mais ainda, enquanto ficávamos abraçados ali, nos admirando. Comentei que foi quase inacreditável o modo como a gente se reencontrou, quase impossível de acontecer, e ela concordou, mas disse que foi a coisa mais curiosa e feliz que aconteceu com ela. Enquanto isso meus amigos e as amigas de adriana se conheciam melhor, ficaram conversando em volta da fogueira.

O céu de noite ali era muito lindo, as estrelas ficavam mais brilhantes do que nunca. Convidei adriana pra se deitar comigo na areia e ficar admirando o céu, e deixamos nossos amigos lá conversando.
Eu deitei na areia, e ela deitou em cima de mim, e segurei seu corpo maravilhoso fortemente.
Ficamos uns 15 minutos olhando o céu ali enquanto nos acariciávamos.

Ela adorava coisas românticas assim, pelo que eu tinha conseguido descobrir dela.
Já estávamos perto do ano novo, mais ou menos 1 hora.

Ajeitamos as coisas para ir para a outra praia comemorar a virada de ano, e adriana e eu não nos desgrudávamos. Não depois do que passamos. Ela disse que pensou o mesmo que eu, que nunca mais iria reencontrar ela. Agora devia aproveitar.
Voltamos para nosso flat para nos arrumar pro ano novo, e combinamos de nos encontrar em um ponto da praia do show de fogos.

Fomos todos de branco, levamos uma garrafa de champagne para brindarmos ali.
Eu e adriana continuamos grudados, nos beijando, abraçados, aproveitando o momento e aguardando o horário dos fogos chegar.

Quando deu meia noite, estouramos o champagne e assistimos aos fogos. Foi lindo, como eu esperava, e como eu já sabia que seria.
Mais perfeito ainda por eu estar lá com uma pessoa mais que especial.
O tempo foi passando, enquanto conversávamos, e logo tínhamos que ir para nossos hotéis que já estava ficando tarde. Pra me separar dela, meus amigos tiveram que me arrastar, assim como suas amigas tiveram que arrastá-la também. Mas o dia seguinte era um novo dia, e apesar de ser o último, não seria o último com ela, eu sabia disso.

O dia seguinte amanheceu mais frio, mas pelo menos o sol aguentou o tanto que tinha que aguentar, pelo menos até o penúltimo dia. Eu e adriana combinamos de nos ver na praia para conversar melhor sobre nós.
Chegando lá, a encontrei e saí correndo pra abraçá-la.

Em vez de simplesmente abraçá-la, a agarrei e a derrubei na areia, mas de leve, e comecei a beijar sua barriga, o que fazia ela gargalhar.
Ficamos deitados ali, e então nos sentamos para ficar olhando o mar, já que o dia não estava muito bonito, mas o horizonte continuava belo.

Então começamos a conversar, que admirei ela ter dito que eu era seu namorado naquela situação sem receios, comentamos novamente o jeito curioso de nos reencontrarmos, o quanto eu procurei e pensei nela, o quanto fiquei feliz de ter reencontrado ela.
Ela disse brincando, que nunca mais me deixaria escapar, e concordei dizendo que escapar dela seria a maior burrice da minha vida.

Como aqueles 2 dias, ou melhor, 1 dia e meio foram bons. Mas era óbvio que viriam muitos mais, agora conseguimos maneiras de nos contatar melhor, sabíamos que morávamos na mesma cidade, e que poderíamos nos encontrar sempre.

Diz o ditado que amor de praia não sobe serra, mas esse subiria, e permaneceria lá no meu coração pra sempre. Ou pelo menos que dure o quanto durar, que seja bom o quanto durar.

[FIM]

Pronto, acabei.
Como disse não seria tão boa, mas é que não consigo espremer tantas idéias de um amor de praia, huahua, me desculpem.

Abraços

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Amor em meio à poluição PARTE 2 FINAL


E aí, tudo certo?
Então, vou postar a 2ª parte da história agora.

Espero que tenham lido a primeira. :)
Boa leitura!






[PARTE 2]

E realmente não acabou ao som do meu celular.
No dia seguinte, combinamos de nos ver novamente, mas agora iríamos ao cinema, um lugar mais tranquilo e romântico em meio à selva de pedra...
O cinema era perto, então novamente fomos andando, conversando, rindo, nos amando.

Como uma amizade tão rápida virou algo tão forte dessa forma? Só Deus sabe. Parece que o destino nos uniu naquela trombada, parece que nos atraímos naturalmente, e mesmo não conhecendo os nossos passados, sabíamos já de muitas coisas dos nossos presentes, dos nossos jeitos. Já sabia que ela adorava chocolates, já sabia que ela não gostava de lugares muito chiques, já sabia que ela me amava, já sabia até que ela tinha um ursão de pelúcia chamado fofinho, que cortava sua solidão em suas noites solitárias.

Ela achava o nome besta, mas não tinha encontrado outro melhor.

Então chegamos ao cinema. Escolhemos um filme de terror, que era o único bom que estava em cartaz.
Não poderia ter escolhido melhor.
Ela morria de medo de filmes de terror, e o tempo todo me apertava e me agarrava de medo, e pedia para eu tapar os olhos dela quando a cena era muito forte. Ficamos ali, nos amando, por cerca de 2 horas e meia, o filme era longo, e acabamos mal prestando atenção no filme.

Parecia mais que só havia nós dois naquele lugar, sem filme, sem pessoas, sem poltronas, sem nada. Como se fosse no meu sonho, num lugar vazio, só eu e ela. Quando nos demos conta, o filme já tinha acabado há alguns minutos, nem sei porque tinha comprado refrigerante e pipoca. Nem cheguei a tocar neles, não consegui tirar meus braços e meu corpo dela, e também nem quis.
Estava tudo tão bom... Ela havia definitivamente me tirado da solidão e da tristeza, e ela disse que eu fiz o mesmo para ela. Fiquei feliz.
Então voltamos para casa, já estava escurecendo e eu precisava ir para a faculdade.
Acompanhei-a até sua casa, lhe dei um beijo e me despedi, prometendo uma surpresa no dia seguinte.

Acordei decidido a conseguir a surpresa que prometi a ela.
Há anos eu estava guardando dinheiro, mesmo antes de meus pais se forem. Meus irmãos também mandavam um pouco de dinheiro para mim, e eu sempre ia guardando.
Chegou a hora de eu gastar esse dinheiro, usar com algo que será útil pra mim. Fui decidido a comprar um carro. Comprei um Gol, o mais recente, e logo fui buscá-la em sua casa.
Quando ela me viu de carro, simplesmente seus queixos caíram, não imaginava que a surpresa seria esta.

Era um fim de tarde de sábado, e de sábado eu não tinha aula na faculdade. Então poderia sair com ela.
Ela estava deslumbrante, uma blusa preta que deixava um de seus ombros a mostra caía perfeitamente no seu tronco cheio de curvas, enquanto uma saia completava a combinação exibindo suas belas pernas.
Vendo ela com aquela roupa especial, sabia que teria de levá-la em algum lugar especial. Levei-a para jantar, em um lugar não tão chique, porém pelo menos mais agradável que uma lanchonete de esquina.

Como não tinha nenhum motivo em especial, disse a ela que estaríamos celebrando 4 dias de amizade, e 3 dias de namoro, e eu desacreditava o quão rápido foi tudo isso. Também disse que qualquer dia ao lado dela seria especial, e isso a fez soltar pequenos risos tímidos.
Ela dizia ter gostado de mim por causa da minha maneira cordial de tratá-la, do meu jeito esforçado de ser, meus carinhos, minha conversa, meu sorriso. Enquanto eu disse ter gostado dela pelo seu rosto, seu corpo, sua voz, sua maneira de conversar e me tratar, seu jeito delicado e frágil.

Era tudo tão perfeito...
Mas podíamos aplicar 2 ditados agora: "Alegria de pobre dura pouco" ou "tudo que é bom dura pouco".
Já sabia o que estava por vir, quando ela disse que seus pais estariam na cidade no dia seguinte.
E deu no que deu. Ela me chamou em casa pra eu conhecer seus pais, e contamos toda a história de como nos conhecemos e como ficamos juntos.
Notava no rosto de seu pai um claro desânimo, enquanto sua mãe estava adorando.

Sua mãe admirara meu esforço por estar trabalhando e estudando, e estar fazendo tanto para agradá-la, mas seu pai não tinha ido com a minha cara, eu percebia claramente.
Então ele chamou Aline para conversar, e o desânimo tomou também o rosto dela. Seus pais ficariam mais alguns dias, então ela disse para eu voltar para casa que no dia seguinte iríamos conversar direitinho.
Beijei-a e fui, preocupado.

No dia seguinte, seu pai até que estava de bom humor, mas quando me viu logo fechou a cara. Ele me chamou para conversar, enquanto Aline e sua mãe conversavam na cozinha. Ele me disse tantas coisas que nem lembro o que era. Então no fim disse para eu ficar longe de sua filha, que estava procurando um partido melhor para ela, me deu praticamente um ultimato.

Eu não suportei aquilo e fui embora mesmo sem falar com Aline, batendo a porta. Ouvi ela gritando meu nome e então perguntando, brava, o que seu pai tinha dito para mim.
Ficamos o resto do dia sem nos falar. Eu queria ficar sozinho, pensando um pouco, e eu deixei meu celular e telefone desligados.
No dia seguinte, já era segunda, e teria que ir para a faculdade. Fui normalmente com meu carro, tive a aula normalmente, mas algo diferente aconteceu.
Quando eu estava saindo da faculdade, Aline correu e me abraçou, chorando nos meus ombros. Ela disse que ficou muito desapontada com o que seu pai tinha dito, pensou e acabou brigando com ele, com o apoio de sua mãe.
Tudo por minha causa, para ele deixar ela ser feliz comigo. Eu fiquei tão orgulhoso do que ela havia feito, retribui o abraço fortemente e a beijei. Só disse que ela deveria se acertar com seu pai, já que eu sabia o quão era ruim perder um, ela disse que conversaria com ele depois, mas agora queria aproveitar que havíamos nos acertado.

Seus pais ainda estavam em casa, então levei-a para minha casa sem eles saberem, já que morava sozinho. Eu tinha comprado chocolates só para ela, e também alguns morangos para dar uma incrementada. Ela adorou isso, e ficou se deliciando e se lambuzando com o chocolate ali, na minha frente, enquanto eu olhava hipnotizado.
Ela via minha cara paralisada e ria, lambendo os dedos. Disse que agora era sua vez de fazer uma surpresa. E que surpresa!
A noite foi ótima, nem contarei o que ela fez comigo. Mas vocês podem imaginar.

Acordar abraçado com ela de manhã foi simplesmente ótimo.
Beijei seu rosto e a acariciei um pouco, e logo levantei, com pressa, pois precisava ir trabalhar, acordando ela também. Ela resmungava para mim ficar mais um pouquinho deitado ali com ela, e eu não resisti à seu rosto de pidão me pedindo carinho.
Enquanto estávamos deitados, ela dizia que foi a noite mais maravilhosa de sua vida, simplesmente perfeita. Concordei plenamente, para mim foi o mesmo. Então disse que realmente precisava ir porque senão me atrasaria, deixei o café da manhã na mesa para ela, uma cópia das chaves da casa com ela e fui para o trabalho, depois de beijá-la.

Trabalhei muito bem, meu rendimento melhorou quase 100%, depois daquela noite.
Quando voltei para casa... Ela estava lá, me esperando, e tinha dado uma limpada, perguntou para mim como eu deixava a casa ficar daquele jeito, rindo.
Perguntei se ela tinha conversado com seu pai, e ela me disse que tinham se acertado, e eles foram embora da cidade, voltariam daqui a algumas semanas. Fiquei feliz, teria ela só para mim agora.

Perguntei a ela se queria passar uns dias comigo, na minha casa.
Ela ficou tão feliz por eu ter convidado ela, e foi correndo pra casa fazer suas malas. Passei lá de carro para ajudar a carregar. Foram dias ótimos, perfeitos, ela sempre me ajudando com as coisas da faculdade, me ajudava com a casa, me fazia carinho e eu também fazia nela, me dava beijos, abraços o tempo todo, dormíamos juntos, abraçados.
Comprava chocolates para ela todos os dias, era incrível como isso não afetava a pele dela. Ficava a assistindo comendo e se lambuzando que nem criança hipnotizado, paralizado, enquanto ela ria da minha cara, e então sujava meu rosto de chocolate também e saía correndo. Eu corria pela casa tentando pegá-la, enquanto ríamos alto, e então eu a agarrava e a derrubava no chão, e continuávamos rindo. Beijava seu pescoço, e ela dizia fazer cócegas, daí então beijava mais ainda, fazendo ela morrer de rir.

Nunca havia sentido algo como a sensação que eu sentia naqueles dias. Ela realmente estava me fazendo feliz, contei sobre ela ao meu irmão e minha irmã, e eles ficaram muito felizes de conhecer ela e saberem que ela era uma ótima mulher para mim.
Saber que eles gostaram dela foi muito bom, e creio que papai e mamãe também estavam me olhando, felizes por eu estar feliz com ela. :)

[FIM]

^^
Terminada mais uma história de amor...
Espero que tenham gostado! =D
É isso pessoal.

Comentem, se for possível!
Abraços.

Amor em meio à poluição PARTE 1


Olá pessoal!
Essa é a primeira história desse blog que não é baseada em suposições.
Também a primeira história de amor urbano, huahua.
Sim, é de amor, mas começa com partes tristes, então se preparem.

Desejo uma boa leitura! :)



[PARTE 1]

Comecei meu dia como qualquer outro, acordando de manhã, desligando o despertador do celular que sempre deixo debaixo do travesseiro com o vibra ativado, porque senão não consigo acordar.
Minha rotina diária se iniciara, em plenas 7 horas da manhã, mais uma vez.

Me lembro de estar num sonho ótimo... Cheio de coisas que sempre sonhei, mas é claro, era meu sonho, óbvio ter coisas que sonho. Havia uma mulher... Misteriosa, que saía do meio de névoas a meu encontro em algo que me lembrava um paraíso. Tudo branco, claro, bonito. Mas não me recordo mais como era o resto do sonho e nem o rosto desta mulher.

Mas deixei para lá, afinal, já dormi o que tinha que dormir e não vou conseguir retomar o meu sonho.
Tomei um banho, tomei meu café da manhã, me arrumei e saí para o trabalho, como sempre fiz, todos os dias úteis da semana. Eu morava sozinho, na casa que era de meus pais.
Contaria a história se tivesse tempo, coisa que não é possível.

Mas se bem que...
Ah, bom, vou contar.
Meus pais, já bem idosos, ainda moravam comigo. Eu não era filho único, mas meu irmão e minha irmã, ambos mais velhos, estavam no exterior, trabalhando. Até hoje sou solteiro, tive até alguns casos sérios mas nada que me tirasse de casa.
Era bom sempre acordar com meus pais, que mesmo bem idosos, ainda eram bastante ativos, apesar de algumas doenças. Os encontrava na cozinha, tomando café, e me chamavam para me juntar a eles. Quase sempre era assim, mas eu não reclamava, adorava isso.

Hoje sei o quanto faz falta...
O ser humano realmente só dá valor a certas coisas quando perde.
Pouco antes disso, havia sido descoberto um câncer de colo na minha mãe, e este já estava em fase crônica, já havia se espalhado por praticamente todo o corpo. Nunca percebemos nada, já que câncer é uma doença que mata silenciosamente, como se agisse pelas sombras. Minha mãe detestava fazer consultas médicas, e por isso o câncer foi descoberto tarde.
Eu sabia que ela tinha pouco tempo de vida, mas ainda me restavam algum tempo indefinido, e meu pai.

Cuidei de minha mãe como nunca, com a ajuda de meu pai. Não sabem o quanto foi triste, ter de cuidar dela sabendo que o que ela tinha era irreversível. Até que um dia estávamos conversando, às 8 horas da manhã, antes de eu ir para o trabalho...
Conversávamos sobre minhas namoradas, e como seria se um dia me casasse. Minha mãe já estava muito debilitada, falava pouco, e ainda assim se recusava a ficar no hospital. Era até que bom tê-la em casa, mas era cansativo para nosso médico, que vinha até nós, quase sempre.
Me lembro de suas últimas palavras... Ela me disse, inocentemente:
- Se encontrar uma boa pessoa, quero que seja feliz, e diga para o seu pai que eu autorizei e ele deve fazer o mesmo.
Então soltou um pequeno sorriso... E fechou os olhos, como se dormisse. Queria muito acreditar que ela dormiria acordando logo logo, mas nada podia fazer. Era sua hora, ela já havia sofrido bastante. Ela faleceu nos meus braços.

Fiquei meses muito mal por isso, dei a notícia a meus irmãos, todos ficamos extremamente tristes. Ali começava minha decadência. Tudo começaria a dar errado, mesmo estando sobre a eterna proteção do espírito de minha mãe.

Meses depois de eu me recuperar ligeiramente do acontecido, acabara meu expediente no trabalho e eu estava voltando pra casa. Olhei de longe minha casa, estranhei estarem todas as luzes apagadas.
Meu pai não gostava de escuridão, geralmente a sala estava sempre acesa. Mas ignorei, e continuei andando. Quando abri a porta, ali estava o motivo da escuridão.
Vi alguém fugindo pela janela, ainda tentei pegá-lo, mas era rápido demais. Olhei para trás e reparei em todo prejuízo. Móveis quebrados, objetos foram levados, e o que mais me preocupou: marcas de sangue.

Chamei desesperadamente meu pai, e comecei a procurá-lo em toda a casa. Segui os rastros de sangue.
Não acredito que o ladrão poderia ter feito uma coisa tão desumana como essa, ainda mais com um velho idoso indefeso. Encontrei meu pai no quarto. Ele ainda estava vivo, porém havia perdido muito sangue, e eu não o deixei falar para não fazer força. Analisei as marcas e concluí que ele tinha sido esfaqueado, 4 vezes. Uma raiva enorme me tomou no mesmo momento, enquanto ouvia a polícia chegando, e tentava ligar para o hospital.

Tentei fazer algo para estancar o sangramento, mas sabia que já era tarde demais. A ambulância chegou, fui com ele, e novamente...
No caminho, ele também me disse suas últimas palavras, com muito esforço...
- Meu filho, só quero que prometa pra mim que vai ter um futuro muito bom, e estude bastante.

Meus olhos estavam cheios de lágrimas, e balancei a cabeça dizendo que sim. Ele sorriu, fechou os olhos e no mesmo momento seu pulso sumiu. Houveram tentativas para reanimá-lo, mas com nenhum sucesso. As facadas atingiram muitos órgãos vitais, foi inevitável.

Novamente dei a notícia para os parentes e meus irmãos, e para mim isso tudo parecia um pesadelo. Agora eu estava sozinho, para cuidar de uma casa, sem nenhum parente na cidade para me ajudar com isso. Fiquei pior do que já estava, por pouco não entrei em depressão, porque lembrei das últimas palavras dos dois e decidi que não poderia desanimar assim.

Tentei me adaptar à vida solitária, e também comecei a estudar.
Trabalhava 6 horas de manhã, e de noite estudava. Muitas vezes saía para a rua para ficar andando, ruminante, sem ter o que fazer.

Então, voltando à realidade, eu estava indo para o trabalho, sem meus pais por perto mais um dia. Era corrido, precisava pegar 1 trêm de metrô por 15 minutos e depois pegar 2 ônibus, o que me tomava quase 1 hora e meia, além de cerca de meia hora de caminhada. Todos os dias.
Fui para o trabalho, terminou meu expediente, eram mais ou menos 13:15. Fui almoçar em um lugar lá perto, e comecei minha viagem de volta para casa. Enquanto eu andava na rua depois de sair do metrô, enquanto olhava para um carro que passava, trombei com uma mulher na rua e fiz suas sacolas caírem todas no chão.
Pedi desculpas e ajudei a pegar suas sacolas, nem havia reparado nela ainda. Então ela se ergueu, bela, esplêndida, tomou completamente minha atenção naquele momento. Analisei-a de cima a baixo, boquiaberto, e como não sou bom para disfarçar, ela percebeu e isso a fez rir.

Me apresentei a ela. Ela me disse seu nome, se chamava Aline (se alguma aline ler isso, não pense besteira, foi inventado). Ela era encantadora. Seu sorriso era perfeito, completado com seus lábios tenros e carnudos, seu rosto tinha uma forma perfeita, seus cabelos eram longos, lisos e morenos, e seus olhos possuíam cor de mel.
O corpo, descreverei mais tarde. *cof cof*
Não foi como no meu sonho, num lugar bonito, pelo contrário, foi em uma rua cheia de poluição sonora e visual, mas o momento valeu o dia.

Estávamos indo para a mesma direção, e me habilitei a acompanhá-la ajudando com as sacolas. Ficamos conversando por um bom tempo, descobri que ela morava a apenas 3 quadras de minha casa, trocamos nossos telefones.
Foi realmente prazeroso, minha rotina pacata havia tido algo diferente, só para variar um pouquinho.

Cheguei em casa muito feliz, ainda era de tarde, poderia ligar para ela. Mas decidi esperar até o dia seguinte. Fui para a faculdade de noite, e então dormi.

No dia seguinte, acordei bem cedo, e tive a péssima idéia de tentar ligar para ela àquela hora(seis e meia da manhã). Nós tínhamos uma amizade de um dia, e eu já estava ligando para acordá-la.
Mas não era essa minha intenção, na verdade na hora nem me toquei.

Então liguei. Ela me atendeu, e incrívelmente não ficou brava, apenas disse que eu tinha a acordado, porém no horário que ela mesma queria, e então me agradeceu.
Ouvir sua voz antes de ir para o trabalho, foi realmente ótimo, me manteve feliz o tempo todo.
Combinamos de nos ver de tarde, para conversar, e até sair, se possível.

Fui trabalhar, e trabalhei ansioso para poder sair e vê-la novamente.
Sabia que poderia ter muitos dias para vê-la, já que ela morava perto, mas era algo especial, afinal, fazia pouco tempo que havíamos nos conhecido.
Logo que andava pelas ruas a caminho de minha casa, ela ligou no meu celular só para avisar que não se esqueceu do encontro. Então disse a ela que me arrumaria e logo estaria por lá para buscá-la.

Quando cheguei lá, por coincidência, ela também morava sozinha. Mas não vou contar toda a história de como isso aconteceu novamente, mas não se preocupem que não foi nada trágico. Seus pais ainda estavam bem, e caso eu quisesse ter algo com ela, teria que enfrentá-los inevitavelmente.
Mas eu estava concentrado em sair com ela naquele momento.

Ela ficou feliz em me ver, enquanto eu me sentia mal por não poder levar ela de um modo mais confortável, de carro, por exemplo. Mas ela disse que até preferia ir a pé, porque assim sobrava mais tempo e era mais tranquilo de se conversar. Concordei e saímos andando pela rua, e mesmo estando de dia, o tempo estava bom, estava fresquinho.

Sugeri irmos a uma lanchonete ali perto.
Ela disse que estava com fome pois ainda não tinha almoçado, então concordou. O local era bom para conversar, pouco movimentado, bastante tranquilo.
Ficamos nos conhecendo ali, naquele lugar não muito recomendado para essas coisas.

Ali, naquela mesa suja de condimentos, e resíduos esquisitos, foi onde dei início à minha felicidade novamente. Enquanto conversávamos e ríamos, ela simplesmente parou de falar, olhou fixamente nos meus olhos e pegou na minha mão.
Fiquei completamente sem reação, mas reagi de um modo que ela percebeu minha atração por ela.

Estávamos nos correspondendo ali, e então perguntei se ela não queria ter... "algo mais".
Ela aceitou, feliz, e sorriu. Já havíamos terminado de comer há um bom tempo, estávamos só
conversando. Dali a um tempo escureceria, então decidimos voltar para casa.
Estava esfriando, o que pensei que seria melhor para nós dois.
Por eu aguentar bastante o frio, peguei minha jaqueta e a agasalhei, enquanto andávamos abraçados de volta para casa. Ainda sabia pouco de seu passado, mas bastante de seu presente, seu jeito, seu modo. E isso tudo havia me deixado completamente apaixonado. Misteriosa como a mulher do meu sonho, aparecendo de repente envolta à névoa em minha vida. Só esperava não acabar ao som do despertador de meu celular.

[FIM DA PARTE 1]


E aí pessoal, tão curtindo? :)
Logo mais postarei a parte 2 pra vocês.
Por enquanto estou gostando de escrever =D

Espero que vocês estejam gostando de ler, hehe.

Obrigado pelo tempo e pela atenção,
abraços.